A água quente que cai sobre o corpo são gostas do inferno. Amostras.
Os espasmos saem do corpo de forma tão involuntária quanto conscicente.
Socos contra a parede machucam as mãos, mas o próprio corpo já não tem serventia.
O corpo e apenas ele, sem alma e nu, pousa sobre o chão para uma limpeza.
O ventilador roda na velocidade dos pensamentos. Não há frio nem calor. Sensação térmica morta.
A lâmina rasga a pele formando poças de vida sobre os pêlos que não deveriam estar ali.
O cabelo no rosto cobre a fera desfigurada que chora de desespero pelo que ainda não morreu.
Perdeu-se o controle e a noção do palpável.
De nada vale tentar abrir os olhos pois não há do que acordar. Isso é realidade. Insana.