Eu não entendo o que eu sinto e não vejo necessidade em entender. Quero apenas sentir, até a minha última gota de sangue, até espremerem dos meus poros tudo que eu tenho de bom e de ruim para dar e guardar. Deixo ser dominada pela boca seca da ânsia e fico submersa ao sangue que escorre da epiderme. Não sou caso clássico de livros de psiquiatria, não há nenhum remédio para mim, nem adianta pesquisar no DEF. Não sou caso de livros de psicologia também, meus sonhos nada representam. Eu sou aquilo que não existe palpável, eu sou todos os sentimentos do mundo. Eu sou tudo, até que tudo se acabe.