O bebê julgou-se adulto demais para chupetas e afagos, jogou no lixo a chupeta e sua capacidade de sentir. O corpo desenvolveu com leite frio de pai ausente. O tempo seguiu seu curso de carrasco e o leite virou sangue. Uma mamadeira cheia de química fazia a pele esticar para os lados e a cabeça girar saindo do pescoço. Acabou se dando conta que, assim como a chupeta, seus novos métodos só davam a inicial sensação de peito quente de mãe porém dali nada saia. Mamou a vida com a mesma intensidade que a morte beijava sua boca e a invadia com a língua fria do alívio. Por vezes lutou contra o fim, cortando a epiderme para não arrancar o músculo. O bebê cresceu e decidiu tirar a chupeta do lixo. Chupou com força pela última vez para fechar o ciclo como criança. Agora era adulto e adultos fodem. A vida já estava fodida, então foi além dos beijos e decidiu dar para a morte.